Marcha das Vádias conta com bom número de participantes em Barbalha

  • Publicado em: Cariri
  • Data: 04.06.2012

Neste domingo dia 03 de junho, no dia do pau

da Bandeira aconteceu a Marcha das Vadias, no centro histórico de Barbalha, a concentração aconteceu em frente ao Solar Maria Olímpia.

A Marcha saiu logo após o cortejo folclórico, os participantes saíram com cartazes e em bom numero durante toda a rua do vídeo. Tudo ocorreu com tranquilidade.

A Marcha das Vadias é um movimento legítimo à favor da livre expressão feminina, contra o machismo e a violência contra a mulher.

 

Confira abaixo o Manifesto

Por: Jeani Duvall

Marchamos no Cariri, porque se observou um aumento na incidência da violência contra a mulher, sendo que entre os anos de 2001 a janeiro de 2012, foram registrados 191 casos de femicídios.

Marchamos no Cariri porque o nosso estado é o 21º em número de mulheres assassinadas; são cerca de 165 homicídios por ano.

Marchamos no Cariri porque a nossa capital é apontada como a 10ª em número de homicídios contra mulheres com cerca de 68 casos.

Marchamos em Barbalha, porque o número de assassinatos contra mulheres é alto em relação ao pouco número de habitantes desta cidade, sendo considerada a 11ª em homicídio feminino no ranking dos municípios brasileiros com mais de 26 mil habitantes.

Marchamos em Barbalha, no dia do Pau de Santo Antônio, pelo direito de sermos respeitadas independente do tamanho dos shorts e vestidos que usamos, pois sabemos que mu
itas mulheres já foram assediadas sexualmente e moralmente na multidão da Rua do Vidéo ou dentro das topiques e ônibus lotados.

Marchamos no Brasil porque, entre os 84 países, ele ocupa o 7º lugar em número de homicídios contra mulheres.

Marchamos no Brasil porque a cada 5 minutos uma mulher é agredida no Brasil.

Marchamos no mundo porque a violência contra a mulher não é um problema restrito ao Brasil, pois está enraizado num pensamento machista, sexista de que a mulher é incapaz de comandar o próprio corpo, sendo assim submissa ao homem.

Marchamos no mundo porque ainda prevalece no imaginário social a figura da mulher “comportada”, “bem vestida”, que desde cedo está vinculada a regras patriarcais impostas pelos pais, namorados, maridos, irmãos. E uma outra mulher, a “vadia”, que não serve para casar, que sai sozinha de casa,  que frequenta bares, que só tem companhias masculinas, que é lésbica, prostituta.

Marchamos porque somos todas VADIAS. Somos mulheres de todas as cores, credos, níveis sociais. Somos de seres LUTA.

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